Dê preferência a alimentos frescos, evite temperos industrializados, carnes embutidas, sopas prontas e produtos com altos índices de sódio. Para substituir os lanches industrializados ao longo do dia, o consumo de frutas e oleaginosas, como castanhas, é recomendável para manter a energia. Ao escolher o que será consumido, é fundamental ler a embalagem dos produtos e pesquisar sobre sua composição. Isso porque alguns alimentos que parecem saudáveis são, na verdade, repletos de sódio, corantes, açúcar refinado, conservantes e gorduras saturadas. É o caso de sucos de caixinha, barrinhas de cereais, peito de peru, bolachas que se dizem integrais e temperos prontos. Vale lembrar que os ingredientes que aparecem primeiro nos rótulos dos produtos são os que estão presentes em maior quantidade. Já sobre o consumo de açúcar, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, em 2015, recomendações de redução, para que adultos e crianças tenham uma vida mais saudável e previnam doenças. De acordo com a OMS, a quantidade de açúcar livre – monossacarídeo (como glicose e frutose) e dissacarídeo (como sacarose) – não deve passar de 10% do consumo diário de energia de uma pessoa. No entanto, a entidade também indicou que novos estudos demonstram que a redução para menos de 5% – o equivalente a seis colheres ou 25 gramas por dia – proporciona benefícios ainda maiores para a saúde.
Obesidade No mês em que se comemora o Dia Mundial de Combate à Obesidade, é preciso refletir sobre o tema, que é um dos maiores problemas de saúde pública do mundo e o segundo principal fator de risco para a carga global de doenças. Por meio de mudanças no estilo de vida, adotando uma alimentação equilibrada, acompanhamento profissional da saúde, e a prática de atividades físicas, é possível se manter no peso ideal. Planejar o preparo das refeições com antecedência, combinar adequadamente os itens que serão ingeridos, cozinhar de forma que os nutrientes sejam mantidos, evitar alimentos ultraprocessados e substituir a versão refinada dos alimentos por integral são práticas eficazes para uma nutrição saudável. Para avaliar a obesidade e o excesso de peso, leva-se em consideração o Índice de Massa Corporal (IMC), estimado pela relação entre o peso e a altura do indivíduo, expresso em kg/m2. Por exemplo, se a pessoa mede 1,70 e pesa 80Kg, seu IMC será de 27,7. De acordo com os números de referência do Ministério da Saúde, adultos entre 20 e 60 anos que apresentam o IMC acima de 30 são considerados obesos. Além de classificar o indivíduo em relação ao peso, o IMC também é um indicador de riscos para a saúde e tem relação com várias complicações metabólicas. Quando diagnosticado com obesidade, o tratamento é muito importante para reduzir o agravamento da doença e também o desenvolvimento de comorbidades, como diabetes e hipertensão. O acompanhamento envolve a atuação de uma equipe multidisciplinar, que inclui médicos, nutricionistas, psicólogos, entre outros. |