
Saiba por que os homens estão adoecendo mais que as mulheres e o que pode reverter essa situaçãoÉ inerente ao perfil masculino sentir-se imune a doenças. Muitos homens também vêem na doença um sinal de fragilidade. Esse pensamento, de que não precisam de um acompanhamento constante da saúde, está ligado a questões culturais em nosso País, mas é algo que precisa de atenção especial. Apenas cinco áreas concentram hoje 75% das enfermidades mais comuns entre os homens: cardiologia, saúde mental, urologia, gastroenterologia e pneumologia. As consultas periódicas com profissionais dessas áreas já resultariam em uma queda considerável no número de doenças constatadas em estágio avançado. “Hipertensão arterial sistêmica, diabetes e dislipidemia (alterações no colesterol total, LDL, HDL ou triglicerídeos) são mais frequentes em homens que em mulheres”, explica o especialista em saúde do homem Dr. Alberto Francisco Cuccio. “Os homens estão finalmente deixando de ter preconceitos e procurando mais a assistência curativa para determinadas patologias, mas a questão preventiva ainda encontra-se em passos lentos”, analisa Cuccio. Segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer, as ocorrências de câncer de próstata nos homens já ultrapassaram as de mama nas mulheres. A expectativa de vida dos homens também se mantém 7,6 anos abaixo da média das mulheres. Frente a esses fatos, cabe ao próprio homem rever seus conceitos e reverter essa situação. Para uma mudança é importante que seus familiares também estejam envolvidos, incentivando a adoção de uma nova rotina. Aos poucos, as consultas de emergência em pronto-socorros e pronto-atendimentos vão sendo substituídas por tratamentos que identificam e lidam melhor com as doenças crônicas, garantindo aos homens tratamentos mais efetivos e uma melhor qualidade de vida. |
| Informativo "O Segurado" - Novembro de 2011 |