
Com mais de 30 anos de experiência, o coach americano Shirzad Chamine, presidente da CTI, uma das maiores instituições de treinamento e preparação de coaches do mundo, lançou neste mês, no Brasil, seu primeiro livro, Inteligência Positiva (ed. Objetiva/Fontanar, 215 páginas).Shirzad, que também é professor da Universidade Stanford, na Califórnia, estuda psicologia e neurociência e defende que os pensamentos negativos são sabotadores íntimos. Do resultado de sua experiência como coach e professor, Shirzad identificou dez padrões mentais que fazem o profissional adotar um comportamento prejudicial a si mesmo e às pessoas ao seu redor. "Somos nossos maiores inimigos no trabalho", diz Shirzad em entrevista à Revista VOCÊ S/A. Os inimigos ocultos Há dez tipos de mecanismos mentais de sabotagem. Confira a maneira como cada pessoa se comporta no trabalho quando é afetada por uma dessas fraquezas: 1) O perfeccionista • Esse demônio leva a pessoa a ser perfeccionista e com mania de organização. Quem não percebe gasta energia nas tarefas erradas. 2) O hiper-realizador • Para manter a autoestima, a pessoa depende de realizações constantes. Faz a pessoa perseguir o sucesso exterior em vez da própria felicidade. 3) O esquivo • Faz o profissional concentrar-se no trabalho legal e prazeroso e evitar as tarefas difíceis e desagradáveis. Prejudica, já que faz a pessoa procrastinar. 4) O hipervigilante • Esse demônio deixa a pessoa sempre alerta. É o sujeito que quer saber tudo que está rolando no escritório. Gasta energia demais nessa vigilância inútil. 5) A vítima • Aquele colega que revela facilmente suas emoções tem um trauma que o leva a colocar-se no papel de mártir para chamar a atenção. 6) O crítico • É o principal demônio e todo mundo tem. Faz as pessoas enxergarem seus defeitos maiores do que são. É fonte de ansiedade e de culpa. 7) O prestativo • Coloca o sujeito na posição de fazer de tudo para agradar ou ganhar aceitação. A pessoa que age assim engana-se dizendo a si mesma que gosta de colaborar. 8) O hiper-racional • O profissional tomado por esse mal mantém foco exclusivamente na esfera racional, até mesmo os relacionamentos. Costuma ser cético. 9) O controlador • O profissional que cai nessa armadilha mental tem necessidade ansiosa de estar no comando; quer fazer tudo de acordo com a sua vontade. 10) O inquieto • Transforma o profissional num workaholic, sempre insatisfeito com o que faz. Na verdade, a pessoa está fugindo dos problemas importantes. |
| Informativo "O Segurado" - Maio de 2013 |