Corpus Christi é uma festa que faz parte das tradições da Igreja Católica desde a criação da celebração no século XIII. Atualmente, a data de Corpus Christi é um dos onze feriados nacionais estabelecidos no nosso país e é obrigatoriamente comemorado em uma quinta-feira. Nessa data, celebra-se o sacramento da eucaristia, um dos principais elementos do catolicismo. Algumas práticas da festa aqui no Brasil foram herdadas dos portugueses ainda durante a colonização. O que se comemora em Corpus Christi? O sacramento da eucaristia acontece em referência à Última Ceia e à ordem de Cristo de consumir pão e vinho em sua memória. Os católicos acreditam que, durante a eucaristia, ocorre algo conhecido como transubstanciação, ou seja, que após serem consagrados pelo padre, pão e vinho tornam-se em essência na carne e no sangue de Jesus Cristo. Corpus Christi é comemorado exatamente 60 dias após a Páscoa e, como já dito, deve acontecer em uma quinta-feira. Essa obrigatoriedade é uma referência à Última Ceia, que aconteceu também em uma quinta. Um marco importante para se definir a data de Corpus Christi é o Domingo da Santíssima Trindade, que acontece oito semanas depois da Páscoa. Na quinta após o Domingo da Santíssima Trindade, é fixada a data de Corpus Christi. A festa de Corpus Christi é celebrada por católicos e por algumas igrejas anglicanas, mas não faz parte do calendário religioso de cristãos ortodoxos e protestantes. Qual a origem de Corpus Christi? Os relatos acerca da vida de Juliana contam que ela afirmava ter tido visões e sonhos que ela considerava ser mensagens enviadas por Deus. Segundo os relatos, Juliana havia entendido suas visões como uma mensagem divina para que a eucaristia recebesse uma festa que comemorasse esse sacramento de maneira apropriada. Os relatos de Juliana influenciaram, a princípio, o bispo da diocese de Liège, chamado Roberto de Thourotte. Ele ordenou para 1247 a realização de uma festa em homenagem à eucaristia. Thourotte nunca presenciou a festa, pois faleceu antes de sua realização. Os relatos de Juliana também impactaram outra pessoa da diocese de Liège: o arcediago Jacques Pantaleon. Pouco mais de dez anos depois o arcediago Jacques Pantaleon foi entronizado papa sob o nome de Urbano IV e ficou conhecido como o responsável por oficializar a festa no calendário católico. A festa teve pouca repercussão a princípio, mas foi ganhando importância entre os católicos ao longo da história. |