
Foto: Acervo pessoalJusivaldo Almeida dos Santos, Sócio-fundador da JSANTOS Consultores Educador | Consultor e Coaching de Finanças Pessoais O tamanho da crise atual indica que a situação vai piorar antes de melhorar. Confira dicas para planejar seu orçamento e fugir das dívidas O ano de 2016 marca uma das maiores crises políticas e econômicas da História do Brasil. É possível que a turbulência de hoje resulte num país melhor nos próximos anos, com as instituições fortalecidas, a economia em crescimento, mais empregos e melhores salários. Mas, enquanto a situação não se acalma, as contas continuam chegando para você pagar. Está na hora de você fazer uma faxina financeira nos seus gastos – quando possível, eliminá-los – e poupar para emergências. A União dos Corretores de Seguros conversou com o educador financeiro e vice-presidente da Associação Brasileira dos Educadores Financeiros (Abefin), palestrante da UniSincor-SP, Jusivaldo Almeida, que dá dicas para enfrentar a crise e terminar 2016 com as finanças em dia. Veja a seguir: Como agir financeiramente nestes tempos de incerteza? Dê prioridade à manutenção de suas necessidades básicas, como educação, saúde, moradia, alimentação, luz e água. Canalize seus esforços para a economia. Pergunte-se sempre antes de gastar: “Eu realmente preciso disso agora?” Tem jeito de eu não ficar perdido em minhas contas? O controle financeiro por escrito é essencial. Sem ele você pode se perder em dívidas. Agora se você não anota suas finanças, inicie já. Com uma boa planilha de orçamento, controle de dívidas e de balanço patrimonial, nelas você planeja contas a pagar, a receber, controla investimentos, enfim organiza o dinheiro e prioriza seus sonhos. Será que é melhor eu cancelar meu cartão de crédito? O ideal é comprar à vista com desconto. Mas, quando isso não é possível, o cartão está aí para facilitar. Basta saber que a cobrança de juros e o mau uso podem torná-lo um vilão. Pague 100% da fatura no vencimento. Alguns brasileiros fazem tantos parcelamentos que chegam a acumular dívidas maiores que o salário. Quando quitam apenas o valor mínimo da fatura, criam uma bola de neve, com juros e mais juros que deixam a situação crítica. É difícil eu guardar dinheiro. O que você recomenda? É comprovado que a maioria das pessoas que se endividam demais não têm o costume de guardar parte de seu rendimento. Estipule metas mensais de economia, comece com no mínimo 10%, sempre de acordo com sua realidade financeira vá aumentando. Não gaste tudo o que ganha, pois todos precisam de reservas para emergências e para realizar seus sonhos. Um amigo pediu-me para comprar um bem para ele, mas em meu nome. O que faço? No Serasa e no SPC – órgãos de proteção ao crédito – constam inúmeros casos de cidadãos que assumiram dívidas em lugar de amigos e parentes e agora estão com o nome sujo. Lembre-se, ao “emprestar” seu nome, a dívida será sempre cobrada de você. Não confio muito em loja online, tenho razão? Não. Utilize a internet para conhecer produtos e pesquisar preços. Várias lojas dão desconto, não cobram frete na entrega e podem oferecer melhor negócio que o comércio presencial. Comparadores de preços podem alertar a você quando eles baixam. Meu banco está me oferecendo crédito, devo aceitar? Antes de realizar operação com banco, veja se consegue o valor com parentes ou amigos. Se essa não for uma opção, consulte uma cooperativa de crédito e outras instituições – sempre mais do que uma. Se for o caso, faça a portabilidade da sua conta-salário e depois contrate o empréstimo. E quando fica difícil sustentar a escola dos filhos? Em caso de queda na renda familiar, é importante expor a situação à escola e propor a redução da mensalidade por um período. Acredite, funciona! Mas existem situações-limite que exigem a troca de escola dos filhos. Esse será sempre um momento delicado, mas, quando necessário, deve ser encarado para recuperar as finanças da família. Vejo de vez em quando uma promoção imperdível, posso aproveitar? Resista à tentação de levar vantagem num produto desnecessário no momento. A compra por impulso pode arruinar seu bolso, mesmo que você considere a prestação “pequena”. Com pesquisa prévia, você evita tornar-se o consumidor que se sente feliz por comprar em qualquer “black friday” pela metade do dobro do preço. Devo abrir mão de meus sonhos? Ao contrário, seja consciente de quanto você ganha, mantenha os pés no chão e encontre seu padrão de vida sustentável. Cultive sonhos com custo calculado e prazo definido de realização. E continue poupando para o seu futuro e da sua empresa. Viva em paz com suas finanças, controle suas dívidas e seja feliz! Contato do autor: jusivaldo.almeida@jsantosconsultores.com.br |