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FÉRIAS SAUDÁVEIS

É tempo de férias e a prevenção de riscos se faz necessária tanto para os viajantes que se deslocarão pelo País quanto para os que seguirão para o exterior. Estatísticas mostram que cerca da metade das pessoas que se deslocam nesse período adoecem durante as viagens e que 8% dessas pessoas precisam de algum tipo de internação.

A diarreia é a doença mais comum entre os viajantes. Pelo menos 20% das pessoas afetadas ficam acamadas durante parte de suas viagens e 40% mudam seus itinerários por causa desse desconforto. A incidência de diarreia é proporcional ao número de imprudências alimentares que a pessoa realiza. Ela ocorre em mais de 90% dos viajantes nas primeiras 48 horas após a chegada a seu destino.

Já as doenças dermatológicas representam 4,7% dos problemas pós-viagens, especialmente, em regiões tropicais. “As queimaduras de sol são os principais problemas apresentados pelos turistas, seguidas de doenças como o bicho de pé, larva migrans, miíase e algumas infecções bacterianas.

Os surtos de gastroenterite (inflamação gástrica e intestinal) costumam levar adultos e crianças aos hospitais, especialmente em regiões de praias. Os sintomas normalmente observados nesses casos são náuseas, vômitos, cólica abdominal e febre (nas crianças).

Normalmente esses processos são virais, causados por rotavírus ou adenovirus, que podem ser transmitidos de pessoa a pessoa. São situações que podem fazer com que toda uma família seja contaminada simultaneamente, assim como outras pessoas próximas ou até mesmo toda uma região.

A água do mar é uma das principais causadoras do desconforto, em épocas de temporadas, onde são frequentes as mudanças bruscas de temperaturas. Também há um aumento da população nas cidades turísticas nesse período, e as chuvas intensas fazem com que muito material inadequadamente descartado acabe indo para o mar, como lixos, dejetos de animais silvestres etc., o que acarreta maior risco de contaminação.

O excesso de alimentação e ainda o consumo de bebida alcoólica também preocupam. Uma mudança radical nos temperos por conta das comidas típicas, aliada a ingestão de grandes quantidades de bebidas alcoólicas, certamente trará transtornos. Devem-se evitar alimentos como salgados ou doces vendidos por ambulantes nas praias ou muito gordurosos, dando-se preferência a produtos naturais e de boa procedência.

Qualquer sinal de mal-estar da criança ou do adulto, como dor abdominal e falta de apetite, deverá imediatamente ser investigado por um profissional de saúde.

A seguir, listamos importantes dicas citadas por profissionais da área de saúde.

1. Manter-se hidratado bebendo água (de boa procedência) e outros líquidos (sucos, sopas, chás) ou consumindo frutas, especialmente durante exposição ao sol;

2. Evitar alimentos de origem duvidosa;

3. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão após ir ao banheiro, antes das refeições ou quando ingerir ou ter contato com alimentos. O uso de álcool gel pode ser indicado quando da impossibilidade de lavar as mãos com água e sabão, devendo só ser utilizado em mãos limpas. Este não substitui a lavagem das mãos;

4. Evitar exposição ao sol sem protetor solar e lembrar de reaplicá-lo a cada duas horas e ou após contato com a água;

5. Não dirigir após ingestão de bebidas alcoólicas;

6. Usar repelentes em locais de maior incidência de mosquitos.

 
Informativo "O Segurado" - Dezembro de 2010