
![]() O estresse é uma expressão usada corriqueiramente pelas pessoas no seu dia-a-dia, no entanto, são poucos os que conhecem, efetivamente, o significado do termo. A palavra vem de stress, do inglês, um conceito da Física para definir a reação de um organismo a um estímulo, uma agressão ou uma situação de risco. Um exemplo prático de estresse pode ser observado quando somos surpreendidos por um ruído muito alto, como toque de uma sirene ou campainha. Numa fração de segundos, moléculas de açúcar e gordura são despejadas na corrente sanguínea em direção dos músculos, impulsionadas pelo coração, que acelera seu ritmo. Nesse processo, os vasos sanguíneos da pele se fecham, a digestão é interrompida e o sistema imunológico é parcialmente desativado. Ponto de equilíbrio Todo esse processo é desencadeado a partir da produção de hormônios específicos. Sem eles, ficaríamos inertes diante de um imprevisto. No entanto, uma dose moderada é fundamental para execução de atividades diárias, pois esses mesmos hormônios que permitem ao cérebro prestar atenção, relacionar idéias e ser criativo. O problema que o estresse pode ser prejudicial, quando em excesso. Isso ocorre em momentos de extrema agitação, no qual estamos envolvidos em milhares de afazeres e não temos tempo para parar e pensar. Mas não apenas nessas situações. Também são comuns casos de pessoas que não conseguem por um ponto final no processo. Em relação ao susto, com a campainha, citado no início do texto, em situações normais, na fração de segundo seguinte, quando a pessoa reconhece que o acontecimento é inofensivo, todo o sistema de emergência é cancelado. Alguns, no entanto, não têm possibilidade de dar esse desfecho para a situação e mantém-se em permanente estado de alerta. As conseqüências são mau humor, perda do sono e até a queda de resistência do organismo, que passa a estar susceptível a diversas doenças. Isso acontece quando os estímulos estressantes ficam muito frequentes e o sistema nervoso acaba não sendo capaz de distinguir um grito ameaçador de uma campainha inconveniente. Assim, agindo por reflexo, o organismo entra em estado de atenção por qualquer motivo e o pior vem a seguir. Depois de certo tempo, o organismo modifica o seu ritmo de funcionamento, o corpo deixa de perceber os sintomas clássicos do estresse. Nessa etapa não se percebe mais a aceleração súbita da pulsação, porque o coração já bate rotineiramente acima do ritmo normal. Do mesmo modo a pressão sanguínea estabiliza-se em valores mais altos. O aparelho digestivo trabalha o tempo todo devagar e o cérebro passa a inibir a ação das defesas do organismo contra agressores. Alternativas Diversos trabalhos sugerem que a reação do sistema imunológico em pessoas estressadas melhora com exercícios físicos. Especialistas apontam como explicação para esta constatação o fato de a ginástica ajudar o organismo a eliminar o excesso da adrenalina, responsável pela maior parte dos males causados pelo estresse. Mas talvez tão importante quanto à doação de hábitos saudáveis seja a capacidade de controlar a si próprio, fato apontado como o grande trunfo para vencer o estresse. Isso porque, dentre todos os animais, somos o único capaz de gerar seu próprio estresse. Nos demais, o estímulo é sempre externo. Quando ameaçado, qualquer bicho tem apenas de optar entre lutar ou fugir. Em qualquer dos casos, seu corpo estará pronto para agir e a situação estará resolvida ao final do episódio. Já o ser humano pode entregar-se a batalhas imaginárias, alimentando pensamentos capazes de gerar emoções e conflitos geradores de estresse. Portanto, parar por cinco minutos para retomar a calma e relaxar pode fazer toda a diferença no nosso dia-a-dia. |
| Informativo "O Segurado" - Agosto de 2012 |